Sopa!

sopa!
Há registos históricos em que a sopa é considerada o prato mais antigo do mundo, anterior inclusive ao assado de carnes, pois há indícios desta refeição antes mesmo da descoberta do fogo.

Os alimentos, vegetais e pedaços de carne crua eram triturados em água. Em pesquisas arqueológicas observou-se que as sopas eram preparadas nos Estados Unidos em cestos de palha vedados com betume, na Anatólia (Turqia) em potes de cerâmica e na Escócia em estômagos de herbívoro.

Caracteriza-se por um caldo com mais ou menos ingredientes, com mai ou menos líquido ou cremoso.

As centenas de variações de sopas vão desde sopas frias a caldos quentes com ingredientes que fazem aumentar a temperatura interna do corpo.

Consoante o clima do local onde vivia e a atividade física que tinha o ser humano fazia da sopa a sua base alimentar. Criando sopas que só por si eram a refeição – onde constavam os vegetais, a proteína e o cereal.

É histórico também o recurso imediato a este alimento e aos caldos em casos de doença e convalescença.

A sopa, é um concentrado de nutrientes. Nela podem constar as vitaminas, os sais, minerais, os hidratos de carbono, as proteínas e as gorduras.

A ingestão deste alimento no início das refeições promove uma digestão suave, pois os sucos digestivos vão sendo libertados lentamente comparativamente com os alimentos sólidos e mais secos onde o corpo tem que despender, logo no início da refeição, de um aporte de enzimas maior. O facto de ser um caldo quente não implica que o organismo tenha que gastar energia extra para aquecer o alimento antes de iniciar a digestão.

A qualidade de uma sopa aumenta quando os ingredientes utilizados na sua confeção são de boa qualidade. É aconselhável prepará-la seguindo os seguintes aspetos no que diz respeito aos ingredientes:

  • de produção biológica,
  • frescos,
  • sazonais,
  • de produção local.

Estes aspetos só por si vão criar sopas que lhe permitem estar em harmonia, com mais adaptação ao local onde vive e vão fortalecer o seu sistema imunitário.

A sopa pode ser considerada um alimento terapêutico. Especialmente quando, aos aspectos anteriores, acrescentamos o seguinte no que diz respeito ao modo de confeção:

  • utilização de métodos de preparação com mais ou menos tempo de cozedura, conforme o clima mais frio ou mais quente;
  • seleção dos ingredientes, pela sua qualidade de sabor e textura, mediante a condição e a constituição de a quem é dirigida;
  • enriquecer a sopa com ervas frescas e sementes no momento de servir;
  • utilização de sal marinho integral;
  • utilização de óleos de primeira pressão a frio;
  • utilização de água de boa qualidade.

Métodos de confeção mais longos vão conferir sopas com efeito de aquecimento corporal interior. São sopas de Inverno ou de climas frios.

As sopas elaboradas com um salteado inicial, promovem uma elevação rápida da energia.

As sopas frias refrescam. São sopas de Verão ou de climas quentes.

O sabor doce com textura cremosa acalma o corpo e a mente. Um creme de abóbora pode ser um calmante natural. Além de ser muito reconfortante, regula os níveis de açúcar e nutre o sistema digestivo.

Sopas com mais água em que os ingredientes estão em pedacinhos, são chamadas de caldos e são sopas que hidratam.

No Japão a tradicional Sopa de Missô tem como base um caldo de peixe com alguns vegetais onde se acrescenta o Missô, uma pasta de soja fermentada com sabor salgado.

É uma sopa rica em enzimas e muito regeneradora.
Pode ser confecionada de variadas formas inclusive apenas com vegetais.

Terminar uma sopa servindo-a com ervas frescas como salsa, coentros, cebolinho, etc, dá um toque de frescura e acrescenta o poder medicinal destas plantas.

As sementes são ricas em ácidos gordos e sais minerais; salpicar uma sopa com sementes tostadas, além da adição nutritiva acrescenta um toque crocante e um sabor profundo.

A água é o ingrediente base de qualquer sopa. E com ela começa a qualidade de uma sopa.
É aconselhável utilizar água engarrafada ou idealmente de uma nascente segura, em que a água será rica em sais minerais.

Por menor que seja a quantidade do ingrediente que se vai acrescentar à sopa, não deve ser desprezada a sua qualidade:

  • O sal deve ser integral. O sal refinado é apenas cloreto de sódio, pois durante o processo de refinação foi perdendo toda a riqueza mineral do sal integral.
  • As gorduras ou óleos devem ser de primeira pressão a frio. Só estes mantêm a sua riqueza nutritiva, nomeadamente os ácidos gordos essenciais.

Há quem não goste de sopa! Talvez por ser o alimento que tradicionalmente existe sempre à mesa e naturalmente gostamos de experimentar coisas novas!

Mas garanto-lhe, que se der mais atenção a esta componente da refeição, poderá ficar surpreendido/a, com os sabores e as texturas que podem ser criados com uma preparação tão simples.

Além disso este alimento pode trazer-lhe nutrição, vitalidade e regeneração.

Se aceitar este desafio, desejo-lhe uma excelente aventura pelo mundo das sopas

Nutrir a Vitalidade - Parte 2
Porquê pensar em fazer mudanças na alimentação