O Melhor exercício do mundo

De origem japonesa, George Ohsawa – um dos principais promotores da Macrobiótica no Ocidente – afirmava que mastigar podia ser observado como um dos melhores exercícios do mundo.

Mastigar uma refeição com tempo e espaço exige um movimento global do maxilar.

Este ajuda a relaxar a parte da face onde se encontram os órgãos principais dos sentidos: visão, audição, olfato e paladar. Estando confortavelmente sentado, é possível manter o pescoço alinhado e relaxado, o que significa que os ombros também relaxam.

Relaxados os ombros, a respiração é mais profunda, e é aliviada a tensão do aparelho cardiorrespiratório pelo relaxamento também do diafragma.

O relaxamento deste órgão permite que órgãos como os rins e parte dos intestinos sejam massajados a cada respiração, auxiliando no processo de eliminação. Além destes, todos os outros órgãos da cavidade abdominal beneficiam com uma respiração profunda, pelo seu poder dinamizador nesta área.

Ao respirar profundamente a circulação venosa e arterial para as pernas é muito mais eficiente, evitando a longo prazo problemas circulatórios na parte inferior do tronco, nos órgãos reprodutores e assim como na circulação periférica dos membros inferiores.

Na tradição oriental, fazia parte da etiqueta comer-se na posição de seiza – sentado de joelhos no chão. Esta postura estimula não só, mas também, os meridianos de acupuntura do estômago e baço, essenciais a uma digestão e absorção eficientes.

Exemplos como estes permitem observar, na tradição oriental, não só a importância de uma refeição como fator nutritivo, mas da conexão do Um com o todo, em que o movimento sim- ples dos maxilares tem uma influência profunda na complexidade da relação do corpo e da mente humana de quem mastiga.

Boas práticas.

Retirado do livro Regenerar – Manual para viver com as estações do ano – Editora Marcador. 

O mínimo sustentável
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