Educar Crianças como o Google

Mediante a sua história pessoal de buscas o google vai dar-lhe o resultado que mais facilmente se adequa à sua personalidade. 

Ou seja, se duas pessoas procurarem a mesma palavra simultaneamente vão ter resultados diferentes.

Existe por parte desta empresa uma tentativa de nos agradar, de simplificar a nossa vida, de nos dar os resultados que serão mais úteis segundo as nossas necessidades.

Imagine que uma pessoa come pizza e procura restaurantes de pizza com frequência, o que vai acontecer é que ao digitar “restaurantes” a maioria que vão surgir serão de pizza.

A longo prazo as pesquisas vão omitir restaurantes de comida tradicional portuguesa, mexicanos, indonésios, macrobióticos…

Na educação passa-se o mesmo, existem versões modificadas das histórias originais para crianças, comida para crianças nos restaurantes, conta-se a história da cegonha e que os bebés nascem dentro de couves, explica-se à criança que o avô ou a avó está dormir ou que foram viajar – quando afinal é um sono ou uma viagem sem regresso. 

Esta é uma educação, “à google” a dar à criança o que se pensa ser o melhor – tal qual a google “pensa” que os resultados que apresenta são os mais adequados para nós. Que nos deixam felizes e com mais facilidade de escolha. Sem necessidade de mastigar tanto – tal como as opções para crianças nos restaurantes. 

Quando afinal existe uma realidade – imensa – a ser explorada.

Como se sente quando sabe que os resultados que estão ao seu dispor são apenas parciais?

Como é que uma criança se sente quando descobre que a realidade que lhe é apresentada é também apenas parcial. 

Que afinal a bruxa má da Branca de Neve morreu calçada com botas de ferro aquecidas, que a alimentação dos adultos poderá também ser interessante, comparativamente ao menu infantil que agrada sem ondas e sem choros, que o avô e avó não voltam – que morreram e que afinal as cegonhas… Duh!

Qualquer educador sabe que as crianças vêm testar os seus limites, a questão é o que é que impede que as crianças afirmem e sintam o mesmo dos adultos, que vieram este mundo para que também os limites delas sejam testados e desafiados – a começar por quem tem mais proximidade na sua educação. 

Boas práticas.

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