Nutrir a sua humanidade

A revolução industrial veio aumentar a tendência de se observar o corpo como uma máquina.

Um conjunto de peças que funcionam como um mecanismo e que na sua maioria podem ser substituídas caso deixem de funcionar.

Esta visão do corpo poderá trazer consigo uma visão mecânica em relação à vida, em que o ser humano está incluído numa constelação com outras máquinas.

Um empresa, segundo esta visão, pode ser um conjunto de peças que funcionam articuladas.

Quando alguma destas peças deixa de estar funcional e começa a necessitar de muita manutenção é substituída.

Esta visão pode criar uma sensação de desconforto;

  • Quando se termina uma tarefa e se para e contempla e planeia o próximo passo, porque a máquina parou e aparentemente e não existe nada visível a acontecer,
  • Que uma pausa laboral para alongar e mobilizar as articulações pode ser vista como improdutividade, porque não existe razão aparente para máquina entrar em modo de manutenção,
  • Que seja feio um bom espreguiçar, porque uma máquina nunca se cansa e se isso acontece existe um processo defeituoso a acontecer.

Penso que à medida que se cultiva uma atitude de cuidar da nossa “máquina” como se fosse algo orgânico, sagrado, que necessita de ser nutrida com pausas e repouso frequente, poderá chegar à conclusão que não existe nenhuma avaria – que está apenas a reclamar a sua humanidade.

Mas até lá poderá ser necessário realizar pequenos passos que dão esta nutrição ao ser humano fantástico que é e ao mesmo tempo criam um território inicial de libertação.

No sentido de reclamar a sua humanidade.

  • Quando para, sinta os pés no chão, os dois com o mesmo peso distribuído entre eles.
  • Cada vez que está de pé relaxe os joelhos.
  • Realize pelo menos 3 respirações conscientes, pelo menos 3 vezes ao dia.
  • Mastigue bem.
  • Sorrir ou dar um gargalhada.
  • Parar o que está a fazer e olhar para as nuvens.
  • Brincar, de preferência no exterior, com uma criança ou um animal de estimação.
  • Andar sem sapatos, sempre que possa e a temperatura permita.
  • Caminhar, a pé, sempre que possa.

Boas práticas.

 

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