Conversas sem fim – The Twelve

“Quando uma mulher decide curar-se, ela transforma-se numa obra de amor e compaixão, já que não se torna saudável somente a si própria, mas também a toda a sua linhagem.”

Bert Hellinger

Nesta frase posso substituir a palavra “mulher”, que sou, por pessoa, mãe, terra, natureza, universo, etc. que também sou e onde estou, sinto-me fazendo parte do todo, como numa frase do filme Cloud Atlas, mais ou menos assim: “Afinal o que cada um de nós é? Uma mera gota no oceano. E o Oceano o que é senão um conjunto de gotas!”

Quanto tenho aquele tempo de sobra que criei ou quando ele urge, algo se passa aqui dentro, encontro ligações caóticas nas formas e nas visualizações com todos os sentidos e em todos os sentidos.

Ao ver este filme compreendo o querer cuidar da natureza pura, antiga, ligada, crua, poderosa, maravilhosa e linda através dos conhecimentos ancestrais, antigos, selvagens, xamânicos ligados às energias da rede telúrica e ao universo no céu.

Compreendo o querer cuidar ao juntar este tipo de pessoas para o fazer. Tirá-las dos seus contextos, dos seus espaços tornando-as visíveis aos olhos do mundo….??!! Deixa-me a pensar… deixa-me num silêncio profundo, de um constante sentir múltiplo e contraditório, sem conseguir decidir se gosto ou nem por isso, deixa espaço para uma miríade de emoções, sensações, convidando à reflexão.

(foto MJL – 2017)

O facto de estarem descontextualizados da sua ambiência natural, da sua essência, o querer dominar ou domesticar a natureza, não me parece uma ideia interessante; como nesta minha tentativa de fazer Ikebana, se estas plantas estivessem no seu ambiente natural ficariam imbuídas do espírito do local com um empoderamento e beleza infinitamente maior e não servir apenas o meu conceito estético, ainda que não deixassem de honrar a sua essência, mesmo estando desenraizadas. Seria como querer conter uma força enorme, como quem quer ter uma Sequoia Gigante na sala… se fosse verdadeira não haveria sala que chegasse e se fosse a sua representação não lhe faria jus à sua natureza, poder ou essência.

Sou a natureza como toda ela é, eu mesma, sentir o que sinto, deixar fluir, aceitar o que tenho, não de uma forma conformista, de uma forma agradecida e com a sensação de merecimento e pertença, dando porque sim, porque me faz sentido e feliz, para mim, por mim, sem esperar retorno, agradecimento ou reconhecimento de que forma for, se assim for será, como a natureza que dá sem olhar a quem, não existem uns mais merecedores que outros, todos somos o 1º lugar na corrida da vida, aquela célula masculina no meio de milhares, a que se conseguiu juntar àquela célula feminina naquele dia/hora/minuto/segundo e, se assim foi, é porque tenho uma função a desempenhar aqui e agora.

Sinto-me ligada nos mundos animal, vegetal, mineral, todos juntos e todos separados a “cuidar” uns dos outros, interdependentes, consequentes e ligados como uma rede, mais ou menos consciente de quem sou e de qual o meu papel aqui, se estou a fazer “certo” ou “errado”?, não sei, apenas sendo feliz fazendo o que gosto e cuidando de mim, cuido do todo à minha volta.

como sempre assino, MJL

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