Conversas sem fim – Novo ano Chinês – 丑辛

Neste que é o início do ano chinês de 2021, será dia 12 de fevereiro, o ano do CHOU (Boi) de metal yin e o ano 6 do KI9*, caiu-me a ficha do pensamento fractal.

Pensamento linear é ocidental, o oriental é circular, espirálico ou fractal, o todo que contém o um, e o um que é igual ao todo. O meu pode estar certo e o de outro também, um não invalida o outro, deve ser por isso que sempre gostei de brainstorming.

O Feng shui (vento e água), no eterno movimento Yin/Yang, na vida, plantas, animais e nas coisas, na impermanência da permanência, onde tudo muda eternamente. Como exemplo encontrei várias datas para a “entrada no novo ano”: o Solstício – quando os dias recomeçam a crescer em termos de horas de luz; o Solar – dia 1 de janeiro do calendário ocidental; o do Ki9* que começa a 4 de fevereiro; o Lunar – 2ª lua nova após solstício de inverno, novo ano chinês festejado popularmente; ou quando as plantas começam a despontar e os primeiros rebentos começam a aparecer na terra e nas árvores, deve haver mais.

E, não sei bem por que coincidência, que não as há, lembrei-me também de revisitar (voltar a visitar), o filme Panda do Kung Fu.

Ainda há dias falava com a minha filha que também revisitou uma série de comédia que tinha visto quando miúda e que comentava comigo “agora percebo muitas coisas que não me apercebi na altura” ou outro amigo que numa formação que dizia “o meu filho é muito infantil, vê filmes de desenhos animados” ao que lhe respondi “eu tenho uma certa idade e também gosto muito de os ver”. É que apesar de serem “desenhos animados” têm muita sabedoria integrada para quem está mais desperto ou atento e não se limita a ver apenas os desenhos, animados.

Revisitar traz-me essa sensação de “olha, na outra vez não ou(vi) isto!?”, gosto de ir às bases, ir ao princípio do simples, como o Lourenço fala relativamente a exercícios ou quando quero comer mais simples como a Marta nos ensina, em que me sinto mais leve/limpa/vazia para dar espaço ao receber.

Com esta linha de pensamento no fractal lembrei-me de um dos textos dos Alcoólicos Anónimos: “concede-me a serenidade para aceitar aquilo que não posso mudar, a coragem para mudar o que me for possível e a sabedoria para saber discernir entre as duas” (faz parte da Oração da Serenidade) e associei a algumas cenas do filme que se entrecruzam e intrincam umas nas outras.

Com a Serenidade para aceitar o que não posso mudar, a mente calma e clara como água dá a Coragem para mudar aquilo que posso, hoje, que é o presente, e perceber com Sabedoria e discernimento quando, sem ilusão de controlo, aceitar uma situação ou quando confrontá-la.

No início pode ser em esforço, depois com trabalho chega-se à mestria, como a lágrima que turva a visão é a mesma que lava a alma ou o aperto na garganta é o que liberta o espírito…. e depois do treino do Lourenço, com parcimónia, chega a recompensa da Marta…. ihihihih “místico e kungfuoso”?!

Há coisas que não me cabe ou consigo mudar, há outras que posso. Neste pressuposto fico no presente e deixo o passado e o futuro em paz, foco-me na solução e não no problema, deixando que o stress do passado/futuro percam “força” e me libertem, só assim poderei receber o presente que cada dia é, com visão, sabedoria e fé.

Usando do pensamento fractal perante um mesmo facto sei que há vários pontos de vista certos, pode ser dentro ou fora da caixa, vale tudo!

(foto FCB_Lisboa – 2021)

como sempre assino, MJL

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