Conversas sem fim – O outro par

O Outro Par é um filme egípcio, realizado por Sarah Rozik, com duração de 4 minutos, que ganhou o prémio de melhor curta-metragem no festival de cinema egípcio em 2014. Foi baseado numa história de Gandhi sobre a Lei do Karma e fala sobre “fazer aos outros o que gostaríamos que nos fizessem”.

Já devo ter referido que o meu pai me intitulava a defensora das minoras oprimidas, nesses idos tempos insurgia-me contra várias coisas, hoje, não só me insurjo cada vez menos como não vou contra o que quer que seja, sou mais a favor de algumas coisas, as que me servem, as outras deixo-as para quem delas gostar, pois há-de haver quem…

Também é preciso saber dar e saber receber, o yin e yang, tudo o que tem uma frente tem um dorso…

(foto MJL – 2005)

O dar é de coração, emprestar, no meu caso tem tido contornos menos favoráveis do meu ponto de vista. Crio expectativas, frustrações e desilusões. Emprestei algumas coisas que preferia tê-las dado sem esperar retribuição ou o seu retorno.

Tenho de pedir de volta o que considero meu a quem empresto, às vezes sou mal recebida pelo ato de cobrar, chego a sentir culpa por isso, sinto tristeza pois as coisas não me são devolvidas ou vêm estragadas, o que me provoca algum ressentimento e mágoa. Tenho, é claro, medo da perda e do final de ciclo entre mim e aqueles objetos de que tanto gosto e que emprestei com tanto prazer da partilha.

Lembro-me também daquela boneca que uma vez trouxe de Ayamonte, tinha cerca de 8 anos, naquele tempo tinha de se passar na fronteira com os polícias a revistarem tudo, recordo-me de me agarrar com unhas e dentes à caixa da minha nova Nancy com medo que os senhores da alfândega não me deixassem trazer para Portugal tal preciosidade (ainda hoje a tenho).

A vida é o nosso ponto de vista, como a história que o Lourenço tão bem conta, “pode ser sorte, pode ser azar”, o comportamento perante um mesmo facto, falhar não é uma fraqueza é uma aprendizagem em humildade, perceber o que não reverbera e não me serve, por amor a mim mesma respeitando quem sou na minha verdade mais pura, a pureza de voltar a ser criança de novo, honrando-a dento de mim, quando dou em genuinidade. Faço em alegria e amor em vez de em esforço e dor, é a Lei do amor!

Posso sempre escolher entre ser a doença ou a cura, o problema ou a solução. Na honestidade de quem nada possui e na bondade de quem pode possuir algo mais, do quando se dá sem estar à espera e se recebe o inesperado.

Numa qualquer estação dar o todo e receber o todo, por o quanto sou no mínimo que faço, ou nem por isso, receber de alguém um presente que eu posso recusar se não me servir…

Take a look, take a pick, tic-take five, tic take a smile…

como sempre assino, MJL

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