Sente-se disfuncional outra vez?

Caminhadas – Arouca

Olá,

Não sei quantos livros de auto ajuda leram. No meu caso já foram alguns, no entanto, e confesso abertamente poucos foram aqueles que terminei.

Ou estão naquela prateleira da estante em estado de espera ou foram oferecidos.

A questão central que encontro em pessoas que acompanho e por ter passado já pela experiência é que todos começamos um hábito novo como se aquilo fosse mudar a nossa vida.

Pode ser um livro, uma nova inscrição no ginásio, um novo curso…

Mas dias ou semanas depois essa motivação abranda e o hábito é depois abandonado ou substituído por outro que pode trazer aquela sensação de adrenalina de – é mesmo isto!

Este é um círculo infernal e vicioso para muitos de nós.

Parece que é mesmo aquilo, mas depois…

A tendência pode ser o pensamento que a nossa vida não tem solução, que temos algo em nós disfuncional e que nunca vamos conseguir transformar a nossa vida em algo que envisionamos como sendo o melhor para nós.

E se o autor e quem nos recomendou conseguiu porque não conseguimos?

De novo não, estamos disfuncionais.

Este sentimento vem da concepção linear de tempo.

Observem como uma criança lê um livro, ou aproxima algum tipo de actividade – raramente é de forma linear, mas de forma livre.

Mas é difícil colocar isto num curso ou num livro de auto ajuda, existe um percurso linear, existe uma fórmula, existem passos.

E se para alguns de nós isso não fosse necessário?

Aqui entra o conceito de tempo circular.

O modelo linear é um modelo que vem da revolução industrial, tal como uma linha de montagem.

Primeiro o A e depois o B e depois o C – saltam para o C, falham o B e a máquina avaria dá erro.

Antes disso tínhamos maioritariamente o modelo de circular, prevalente na agricultura, pescas, caça, carpintaria e outras actividades que estivessem em sintonia com os ciclos da natureza.

Esta foi uma das razões porque escrevi o Livro Regenerar.

O meu objectivo não foi o de criar um livro com algum tipo de fórmulas mas de princípios. Não de um processo linear de seguir passo a passo mas de circularidade e liberdade.

Um livro que pode ser iniciado onde quer que deseje, dependendo da estação do ano onde está ou pode ser consultado linearmente se esse for ao desejo de quem o lê.

E também que nunca tivesse fim.

É difícil descrever por palavras quando alguém me apresenta este livro todo marcado e sublinhado, já na terceira volta sazonal – como fico feliz.

A beleza dos ciclos é a de permitir observar que a cada momento se inicia um novo ciclo e que cada ciclo inclui informação necessária para o próximo momento.

Cada início de dia é como a primavera, cada vez que estamos no meio dia é como o verão, cada vez que o dia de trabalho termina e o dia abranda é como o outono e cada vez que a noite cai e descansamos é como o inverno.

Podemos sempre começar de novo.

É por isso que com a frequência a linearidade trás desassossego, procrastinação, gasto de energia desnecessária.

A circularidade é a chegada a casa.

No entanto existe para mim também algo que na minha experiência define porque os hábitos não vão sempre na direção que desejamos.

Outra vez a mentalidade industrial.

Porque estamos tão preocupados com a eficiência, com a mudança que é comum haver o esquecimento de observar os nosso níveis de energia.

Não, não têm de comprar uma nova máquina ou app.

Já reparou como estão os seus níveis de energia hoje.

Está mais num registo de primavera/verão, mais activo ou num registo mais receptivo – outono/inverno.

E se muitos dos hábitos que queremos ás vezes começam numa estação de receptividade onde o nosso estar pede mais calma ou escuta?

Assim a proposta que realizo aqui é a mesma que cada vez mais faz parte do meu trabalho – ajudar a entender os ciclos e a criar hábitos sustentáveis, não de forma linear, mas pela escuta e observação dos nossos ciclos pessoais que definem qual a melhor acção.

Como estão então os seus níveis de energia hoje? – sente-se mais activo ou receptivo? Qual seria a estação que define agora o seu estado actual?

Nesse sentido e para explorar este conceito de forma mais aprofundada, e que complementa o nosso livro tenho estado a desenvolver uma série de palestras mensais – Aqui pode ver parte da sessão 1.

Desejo-vos a continuação de uma excelente semana.

Lourenço de Azevedo

P.s. Com o fecho do IMP e com a minha cada vez menos presença em Lisboa e porque me pediram temos o livro Regenerar na nossa loja desde esta semana, com a possibilidade de receber em sua casa uma cópia da nova edição autografada por mim e pela Marta.

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